Geração de emprego: pequenos negócios da Paraíba registram saldo positivo em setembro

Apesar do bom desempenho, levantamento também revela que o estado acumula saldo negativo nos três primeiros trimestres de 2020

 

 Enfrentando dificuldades desde o início da pandemia do coronavírus, os pequenos negócios estão, aos poucos, reagindo aos impactos da crise por ela provocada. É o que indica levantamento realizado pelo Sebrae, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. Segundo os números, no mês de setembro, o saldo de empregos gerados pelos pequenos negócios na Paraíba foi de 2.511.

 

Os dados do estado seguem uma tendência nacional verificada pelo levantamento, que constatou um saldo positivo no país no mesmo período. De acordo com os números, as micro e pequenas empresas brasileiras apresentaram saldo de 195.206 empregos gerados em setembro, sendo as principais responsáveis pela criação de novos postos de trabalho no país.

 

Em seguida, aparecem as médias e grandes empresas, que geraram em setembro 117.849 vagas de emprego formal no Brasil. Já a administração pública apresentou saldo negativo de 197 vagas, uma vez que as demissões superaram as contratações no período.  

 

Além dos dados relacionados ao mês de setembro, o levantamento realizado pelo Sebrae também traz informações sobre a geração de empregos nos três primeiros trimestres de 2020, considerando o período entre janeiro e setembro. Na Paraíba, esses números indicam, no universo dos pequenos negócios, um saldo negativo de 1.473 vagas.

 

Já os dados nacionais apontaram saldo negativo de 294.269 postos de trabalho entre os pequenos negócios e 333.307 no universo das médias e grandes empresas. Nesse período, conforme os números, apenas a administração pública apresentou saldo positivo, com a criação de 13.408 vagas de trabalho no país.

 

Para a gerente da Unidade de Gestão, Estratégia e Monitoramento do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, os números de setembro apontam para uma ligeira melhora do cenário. “Os resultados encontrados sugerem um ligeiro fôlego da economia do estado, influenciado por medidas graduais de flexibilização do isolamento social, refletindo também os impactos gerados em atividades que souberam se adaptar melhor às necessidades do novo normal”, explicou.

 

Ainda em relação ao levantamento, Ivani Costa também destacou que “considerando os dados nacionais, embora os números acumulados ao longo do ano apontem para um impacto negativo, esse impacto na Paraíba foi substancialmente menor”. Por fim, a gerente salientou a importância dos empreendedores se manterem atentos aos movimentos do mercado.

 

“É importante manter o aprendizado contínuo e as adaptações ao novo modelo de trabalho criado com a pandemia. Muita coisa não tem volta e a dinâmica dos negócios mudou, com o ‘figital’ (físico/digital) influenciando o consumo, a relação com fornecedores, trabalhadores e os negócios de forma geral”, pontuou.