Economia criativa exige olhar para o futuro e focar na colaboração e inovação, diz futurista

Seminário Internacional de Economia Criativa, promovido em parceria entre Sebrae Paraíba, Prefeitura de João Pessoa e Governo do Estado, reuniu empreendedores do setor e gestores culturais e públicos

“Temos de procurar caminhos para garantir que a riqueza que temos no nosso país se desenvolva e produza mais riqueza para o nosso povo. É importante buscar saídas, principalmente a partir do momento em que olhamos para o futuro”. Com essa provocação, o superintendente do Sebrae Paraíba, Walter Aguiar, abriu o Seminário Internacional de Economia Criativa, que acontece nesta quinta-feira (28), no Centro de Convenções de João Pessoa.

 

De acordo com ele, neste momento em que o país busca um norte dentro da economia e da própria sociedade, a realização de eventos como o seminário, que traz experiências bem-sucedidas de outros países, é essencial para manter o foco em alternativas que possam direcionar o Brasil na busca constante pela inovação e criatividade.

 

“Nesse processo, a participação da sociedade civil, que já fez história, é muito importante. Olhar para o futuro significa buscar a economia sustentável, aproveitar o potencial que cada povo tem para gerar riqueza e manter o planeta limpo. Nosso estado tem esse potencial e, portanto, é preciso unir os atores da área criativa, empreendedores e gestores públicos em parceria para executar esse projeto”, afirmou o superintendente Walter Aguiar.

 

Uma das palestrantes que abordou a importância da inovação e da criatividade como diferencial competitivo foi a futurista Lala Deheinzelin. Para ela, é necessário entender o presente e ter uma visão macro e integrada para ser criativo. Além disso, a palestrante destaca que o mundo está em um momento de transição e a compreensão desse processo também é fundamental para ser criativo no mundo dos negócios.

 

“Vivemos num ritmo exponencial, no qual tudo está conectado e acontecendo em tempo real. É uma complexidade tamanha, que envolve a mudança climática e o acesso a milhões de dados, e nós somos lineares, ou seja, a conta não fecha. Fazer junto é o caminho. A colaboração em rede, por meio da tecnologia, pode ser o diferencial para entender a complexidade que vivemos atualmente. Só assim pode-se ter uma percepção integrada e em fluxo, considerando fatores como o ambiental, o financeiro, o social e o cultural. Além disso, vivemos num mundo individualista, que não aprendeu a confiar no outro. É preciso alimentar a confiança e a importância de aprender sempre”, frisou a palestrante.

 

O seminário

O evento, que teve o objetivo de disseminar conhecimentos sobre as novas perspectivas do empreendedorismo no que tange à economia criativa, também contou com palestras de Bernardo Gaeiras, que abordou a experiência da economia criativa em Lisboa; da secretária de planejamento de João Pessoa, Daniella Bandeira, que tratou da capital paraibana como cidade sustentável e criativa;Barbara Maussier, que discutiu sobre o futuro dos eventos; Carla Costa, que abordou a experiência do Porto Digital do Recife; e Rosa Alegria, que tratou do futuro em tempos de complexidade e transformação digital. Prestigiaram o seminário os diretores do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim e Neto Franca, e os conselheiros Orlando Vilar e Antônio Gualberto.