Digital: migração para o mundo virtual é essencial para os pequenos negócios 

Fatores como encontrabilidade e segurança são importantes para negócios na internet, diz Sebrae Paraíba  

O ano de 2020 ficou marcado não apenas pela pandemia do coronavírus (Covid-19) e suas consequências sociais e econômicas, mas, também, pela relevância que o meio digital ganhou neste contexto, representando uma das principais formas de sobrevivência para os pequenos negócios, que migraram seus negócios para o mundo virtual, seja através das redes sociais ou de outras ferramentas para venda dos seus produtos. Segundo analista do Sebrae Paraíba, para se manter vivo no meio digital é preciso estar presente e nutrir as redes sociais e os clientes com informações e promoções. 

 

A analista da instituição, Bera Wilson, explicou que para os empresários que ainda não possuem presença digital, o primeiro passo a ser dado é garantir a encontrabilidade do negócio. Ou seja, é buscar formas para ser encontrado no meio virtual. “Isso é possível com a multicanalidade, ou seja, estar em todas as redes possíveis e que o empresário saiba que o seu público acessa. Além disso, é importante estar nos principais buscadores, para que seu cliente, ao fazer a busca do seu negócio ou produto, consiga identificar. Uma dica que damos é cadastrar a sua empresa no Google Meu Negócio”, enfatizou. 

 

Outro ponto ressaltado pela analista é que é importante, também, entender como seu negócio funciona no meio digital. Dessa forma, deve-se buscar cursos e capacitações para compreender o funcionamento do mundo virtual e tudo o que envolve a área do seu negócio. “Uma questão muito importante quando se fala em mercado digital é a da segurança, principalmente no que diz respeito a pagamento e logística. Então, durante o planejamento da loja virtual, é preciso considerar a segurança do pagamento e a capacidade de fornecimento. Hoje, existem muitas alternativas para garantir as vendas, por isso é essencial pesquisar e conhecer os métodos e técnicas de negociação pela internet, bem como algumas intermediações, como o uso de marketplace”, destacou Bera Wilson. 

 

Um empresário que aderiu ao mundo virtual para manter seu negócio funcionando foi o consultor empresarial e professor Carlos Ernesto. Dono do Instituto Carlos Ernesto, uma empresa de consultoria e prestação de serviços na área de educação empresarial e gestão de pessoas, ele só aderiu ao mundo virtual no ano passado, em decorrência da pandemia. Até então, seus cursos e consultorias eram presenciais. “Com a pandemia, o que era latente veio à tona com toda a força. Eu era resistente a ter redes sociais e, por minha geração não ter facilidade com o uso de tecnologia, busquei qualificação para fazer a migração com consistência e sustentabilidade. Fiz cursos online, inclusive voltados para o marketing digital”, afirmou. 

 

Ele contou, ainda, que, para pôr em prática o que aprendeu nos cursos, entrou nas redes sociais, especialmente o Instagram, e começou a fazer transmissões ao vivo (lives) frequentemente. Além disso, lançou, no início deste mês, seu primeiro curso totalmente online, na área de liderança. “Me considero, ainda, na fase de migração digital. Os meios físico e digital são ambientes muito diferentes e, cada um, possui suas facilidades e limitações. Então, vejo tudo como desafio e estou avançando significativamente na superação deles. Fico feliz por estar fora da minha zona de conforto, superando as dificuldades com todo foco e energia, e por ter, além do sentimento de realização, um novo nicho de mercado par a atuar”, disse o empresário.